
Resumo do investimento
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A Nuada é uma start-up portuguesa que desenvolve exoesqueletos inteligentes. A sua tecnologia patenteada começou por ser aplicada à mão de forma a criar uma luva eletrónica que permite a pessoas com problemas nos músculos e nas articulações da mão pegar em objetos pesados (que podem chegar aos 40 quilos), com a mão "relaxada" e sem fazer força. Com um design ergonómico e pequeno, os componentes da luva são leves e eficientes em termos energéticos. A luva foi criada para ser um acessório de uso diário, confortável e seguro, mantendo uma relação não intrusiva com o corpo do utilizador, garantindo sensibilidade ao toque e tendo uma bateria com uma elevada vida útil.
A luva foi desenvolvida a pensar em pessoas que sofrem de uma doença ou dor aguda musculoesquelética na mão ou no pulso, sintomas que afetam milhões de pessoas em todo o mundo devido a razões como o envelhecimento, acidentes vasculares cerebrais (AVC) ou artrites. Depois de várias conversas com diferentes stakeholders, estão a ser desenvolvidos outros mercados: profissionais com atividades manuais exigentes, pois evita problemas causados pelo desgaste do uso da mão, ajudando na prevenção de doenças e melhoria de produtividade; praticantes de desporto, pois aumenta a força e o conforto das mãos, minimizando o risco de lesões provocado por movimentos repetitivos; e fisioterapeutas como ferramenta de reabilitação para pessoas com deficiência.
Depois de ter validado a ideia com sucesso, a empresa está agora a finalizar a campanha de marketing para dar início à fase de pré-venda. Atualmente, há cerca de 1050 pessoas em lista de espera sem esforço de marketing.
O produto é composto por uma luva, com tendões artificiais e sensores, e por uma pulseira (que parece um relógio e que contém a maior parte dos componentes eletrónicos e conetividade). Assim que uma pessoa calça a luva aparentemente “normal”, os dois sistemas ligam-se. Por dentro, a luva tem uma série de tendões artificiais - fios - que estão ligados aos dedos. São estes tendões que impulsionam a mão quando esta tem, por exemplo, de pegar num copo. Ou seja, a luva é que executa grande parte do movimento, diminuindo o esforço físico da própria mão.

A luva está ainda equipada com um sistema de rastreamento holístico da função da mão, o qual guarda métricas do seu utilizador em tempo real, tais como a força de tração, estabilidade ao puxar e frequência cardíaca, entre outras. A informação recolhida pode depois ser acedida e analisada pelo utilizador ou pelos profissionais de saúde que o acompanham num smartphone, PC, tablet, em tempo real ou mais tarde.
Em paralelo, a empresa está a preparar a fase de industrialização.
Direto:


A NUADA é uma empresa portuguesa, fundada em 2015, para assegurar o desenvolvimento e exploração comercial da luva NUADA, um exoesqueleto inteligente. A empresa já recebeu vários prémios ao longo dos anos com o seu produto modelo.
A equipa NUADA é composta por 11 pessoas.

A equipa é ainda composta pela Carolina Amorim (Project Manager), Rita Faro (Regulatory Affairs), um bio-engenheiro, dois software developers e um engenheiro eletronico. Além disso, é apoiada por um grupo de advisors com larga experiência em áreas como Desenvolvimento de Produto, Hardware, produção, software, têxtil, mercados industriais, financiamento e setor da saúde. São líderes de grandes empresas, grupos universitários e estruturas de Venture Capital que irão garantir que a equipa tem inputs de especialistas para os próximos desafios.
Porquê o nome Nuada?
Nuada é o nome do rei dos deuses na mitologia celta. Durante uma batalha terá perdido o braço ou a mão. Ao perder a mão, deixou de ser um deus perfeito e, por isto, teve de abdicar do seu trono. Quem o substituiu foi um outro deus, muito mau, que colocou a humanidade em perigo. Para que Nuada voltasse a ocupar o trono, fizeram-lhe uma prótese do membro em prata, que permitiu que este voltasse a reinar.
A ideia para a criação da tecnologia surgiu depois de Filipe Quinaz ter fraturado a mão numa aula de jiu-jitsu. A inspiração nasceu daquilo que o empreendedor experienciou com a lesão: a diminuição da força neste membro tinha muitas consequências no seu quotidiano e o tempo de recuperação até voltar a ganhar a funcionalidade total do membro foi demasiado longo — cerca de 11 meses.
Durante esse período, no qual estava a tirar o doutoramento em Biomedicina, na Universidade da Beira Interior, criou um protótipo com a ajuda de dois professores do que seria, no futuro, esta solução. Com o protótipo participou no concurso tecnológico Microsoft Imagine Cup. Em 2014, ganhou a edição europeia do concurso, tendo chegado à final mundial, para a qual só eram selecionadas dez equipas em todo o mundo.
Em 2015, participou no Startup Braga e foi por esta altura, já com a luva patenteada, que criou a sua própria empresa. Nessa altura, o produto começou a ser desenvolvido com parceiros portugueses.
A empresa está também representada nos Estados Unidos, num programa de aceleração denominado UTEN, com a Universidade do Texas.
Em 2016/2017, foi selecionada para o programa de aceleração HAX hardware, pelo qual ganhou um programa de 4 meses em Shenzhen, China. Também em 2017, a empresa fechou duas rondas de investimento, uma delas com uma empresa americana de Silicon Valley.
Em 2018, a empresa saiu vencedora do StartJLM (um concurso de pitch da Startup Jerusalém), tendo representado Portugal no programa de aceleração e no final da competição na cidade israelita. No mesmo ano, ganharam o prémio EUtop50, entregue no Parlamento Europeu.
Em 2019, a Nuada garantiu um financiamento de 1,7 milhões de euros no âmbito do projeto-piloto Accelerator do Conselho Europeu da Inovação (CEI).
Sem grandes esforços de marketing, têm uma lista de mais de 300 empresas (como a ElectroLux, Siemens, Volkswagen, Airbus, Skoda Auto, entre outras) que tentaram comprar a luva ou pediram um piloto. Algumas destas empresas transformaram-se em parceiros.
Neste momento, estão em fase de expansão para garantir que os protótipos e produtos refletem o que o mercado global pretende, de forma a evitar limitações a nível regional. A prova de conceito mais importante é com a Auto-Europa, a fábrica da Volkswagen em Portugal, onde estão a testar o produto e a desenvolver novas especificações de forma a cumprir os requisitos da empresa. As várias equipas estão altamente comprometidas com o projeto de forma a escalar para o grupo Volkswagen a nível mundial.
No setor da saúde, a empresa já recebeu mais de 1000 contactos de pessoas individuais para tentar resolver as suas limitações. As suas necessidades estão perfeitamente alinhadas com as funcionalidades da luva, bem como com o preço de venda atual.
Têm mais de 10 distribuidores em lista de espera que terão um papel muito importante na expansão de mercado.
Website do promotor
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