Uma Teoria da Mudança descreve e ilustra como e por que razão se espera que uma mudança desejada ocorra num determinado contexto, fornecendo um roteiro para as intervenções financeiras e não financeiras necessárias para a concretizar.
A teoria da mudança da Goparity descreve como uma plataforma de financiamento de impacto baseada na comunidade pode redirecionar os fluxos financeiros, para que mais organizações orientadas para o impacto possam surgir e crescer, enquanto uma maior parte da sociedade participa ativamente na transformação da economia.
O problema
O atual sistema económico está cada vez mais desligado das necessidades do mundo real e da promoção do bem comum, falhando em internalizar os impactos sociais e ambientais e os custos a longo prazo da atividade económica. Na Goparity, acreditamos que o sistema que causou este dano pode e deve fazer parte da solução.
Vários fatores estruturais reforçam esta dinâmica: menos de 1% dos ativos financeiros globais são direcionados para a sustentabilidade e o desenvolvimento; a banca tradicional continua a financiar indústrias prejudiciais; e os indivíduos e as organizações carecem, em grande parte, de visibilidade sobre como o seu dinheiro alimenta impactos negativos.
Isto resulta num financiamento desigual e insuficiente para a sustentabilidade e o desenvolvimento, acelerando a degradação ambiental e erodindo o bem-estar social, enquanto a literacia financeira e de impacto permanece baixa entre as pessoas e as organizações. As consequências incluem uma lacuna persistente de 4 biliões de dólares americanos no financiamento global da sustentabilidade, danos ambientais contínuos e enfraquecimento da coesão social, e uma consciência limitada das alternativas financeiras que permitiriam às pessoas e organizações alinhar as suas escolhas com os seus valores.
A solução
A Goparity conecta organizações a financiamento dedicado à sustentabilidade, ao mesmo tempo que capacita os indivíduos a alinhar as suas decisões financeiras com as suas visões de mundo e valores. Ao catalisar esta conexão, aumentamos a consciência e fortalecemos a literacia financeira e de impacto entre pessoas e organizações.
Através desta abordagem, a Goparity trabalha para uma visão de uma economia de impacto em que os fluxos financeiros apoiam sistematicamente organizações com um propósito de impacto e onde as pessoas e os ativos são consistentemente direcionados para abordar desafios sociais e ambientais. Nesta visão, os sistemas agroalimentares, a economia azul e verde, a economia social e o sistema energético são todos transformados para que a produção seja sustentável, as comunidades sejam resilientes e inclusivas, e a energia seja limpa, acessível e eficiente.
Os resultados para os principais intervenientes
Para as organizações investidas, o acesso a financiamento reduz a sua lacuna de financiamento, permitindo-lhes sustentar e expandir as suas operações enquanto oferecem soluções para desafios sociais e ambientais. A avaliação de impacto e o apoio consultivo aprofundam a sua literacia de impacto e reforçam a sua capacidade de compreender, gerir e melhorar o seu desempenho social e ambiental.
Para os investidores, a plataforma aumenta a proporção dos seus financiamentos alocados ao impacto, apoia o crescimento das suas poupanças ou recursos investíveis e melhora a sua literacia financeira e de sustentabilidade. Isto contribui para uma maior autonomia financeira e um maior sentido de agência de impacto.
Impactos sistémicos e temáticos
Através dos projetos que financia, a Goparity aplica esta Teoria da Mudança em várias áreas temáticas, contribuindo indiretamente para a transformação sistémica em sistemas agroalimentares, na economia azul e verde, na economia social e na energia sustentável.
- Energia sustentável: Contribuir para a expansão da infraestrutura de energia sustentável, aumentar a produção de energia limpa e evitar as emissões de CO₂.
- Economia verde: Apoiar a criação de emprego, reduzir a intensidade energética, aumentar as taxas de reciclagem e a eficiência do uso da água, e expandir as áreas protegidas, certificadas ou sob proteção liderada por comunidades indígenas.
- Sistemas agroalimentares: Aumentar a percentagem de terras sob práticas agrícolas sustentáveis, reduzir a perda e o desperdício alimentar, e melhorar a produtividade e os rendimentos dos pequenos produtores de alimentos.
- Economia azul: Contribuir para a expansão de áreas marinhas protegidas ou sob gestão indígena, aumentar a percentagem de pescas sustentáveis, e reduzir a perda e o desperdício alimentar nas cadeias de valor azuis.
- Economia social: Para além da criação de emprego, melhorar o acesso da população a serviços comunitários essenciais, como saúde, educação, cultura e outros serviços fundamentais que reforçam a coesão social.
.webp)


.webp)
.webp)



