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100%
57.500 €

100% Financiado por 412 investidores

Cooperativa Kyeshande Solar

Location Pin Svg
Kamuli, UG

pagamentos

mensal

prazo

5 anos

juro anual

7%

rating risco

C+

Energia solar para uma cooperativa de leite no Uganda.

Descrição

Com mais de 8 anos de experiência na indústria das energias renováveis, o grupo SolarPipo é uma empresa com sede nos Países-Baixos que procura desburocratizar os processos de compra e instalação de sistemas fotovoltaicos para arrefecimento, bombas de água, e outros usos associados à atividade de cooperativas de lacticínios no Uganda.

Os fundos angariados através desta campanha serão utilizados para financiar um projeto de energia solar na Cooperativa Kyeshande – uma cooperativa de produtos lácteos no distrito de Kamuli, no Uganda Central. A cooperativa foi fundada em 2000 por 130 membros, que à data possuíam cerca de 180 vacas. Atualmente, a cooperativa conta com 400 membros e mais de 300 não membros, mas que contribuem para o centro de coleta de leite da cooperativa.

Os membros da cooperativa compõem a Assembleia Geral; o Conselho de Administração (composto por três comités - Procurement, Financeiro e Recursos Humanos); o departamento de Gestão de Projeto; e o Secretariado que incluí o gerente e o staff de recolha de leite.

Os fundos angariados através desta campanha serão utilizados para substituir o gerador a gasóleo por uma instalação fotovoltaica de 11,88kWh (permitindo acabar com o consumo de combustível), assim como para adquirir um conjunto de baterias (67,2 kWh). O recurso a energia limpa permitirá reduzir o custo atual com eletricidade (maioritariamente no arrefecimento do leite), uma vez que esta energia, além de sustentável, é mais acessível.

O principal produto produzido é o leite. A cooperativa comprou um sistema de refrigeração de leite de 3500 litros e um gerador de 30KVA, através da angariação de fundos entre os seus membros. A cooperativa emprega atualmente um gerente e dois funcionários ocasionais para o sistema de refrigeração de leite.

O impacto

Direto 

  • A mudança para energia solar permitirá à cooperativa eliminar o consumo de gasóleo: uma redução de cerca de 3.800 litros por ano. A substituição por energia limpa evitará a emissão de 10,2 toneladas de CO2/ano.  

Indireto 

  • Melhores condições de trabalho: serão instalados três módulos de iluminação de rua no local em torno da cooperativa, sem custos adicionais. A iluminação exterior melhorará as condições de trabalho dos membros trabalhadores da Cooperativa, que poderão ser mais produtivos e trabalhar com maior segurança, especialmente no carregamento dos camiões dos compradores, que ocorre muitas vezes durante a noite. 
  • Rentabilidade economica: os rendimentos obtidos pelos produtores de leite aumentarão como consequência da melhor capacidade de arrefecimento e armazenamento do leite, resultado da estabilidade energética obtida.
  • Maior autonomia financeira: atualmente, a Cooperativa tem 400 membros e mais de 200 produtores que, não sendo parte da mesma beneficiam dos seus serviços. Adicionalmente, estes pequenos proprietários empregam outros agricultores, o que resulta numa força de trabalho de cerca de 300 pessoas que são impactadas positivamente pela Cooperativa.  
  • Criação de postos de trabalho: estima-se que as horas de funcionamento da cooperativa aumentem e, com isso, o volume de leite recolhido também. A longo prazo, espera-se a criação de mais de 635 empregos diretos e indiretos nas quintas, lojas e fábricas de processamento. 
  • Impacto na comunidade local: a comunidade local será impactada positivamente pela criação de empregos que se espera trazer estabilidade e melhores condições de vida às familias involvidas nas atividades da cooperativa.
  • Maior igualdade de género: a cooperativa definiu como objetivo contratar mulheres para posições de liderança e está a trabalhar no sentido de atingir equilibrio no que toca a percentagem de homens e mulheres trabalhadores e cooperantes.  
  • Redução de desperdício alimentar: estima-se que cerca 30-40% de toda a produção de leite diaria é desperdiçada (5500 litros) devido à fraca capacidade de arrefecimento. Os frigoríficos que funcionam com recurso a energia solar são fiáveis, garantindo uma capacidade de arrefecimento estável em áreas com fraco acesso à energia da rede, minimizando o desperdício de leite . 

Indicadores de Impacto

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10.2 T

CO2 evitado por ano

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635

empregos criados

Objetivos de Desenvolvimento Sustentável

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Viabilidade Financeira

Este projeto enquadra-se num esquema de modelo de poupança de energia onde, ao instalar uma central solar, a cooperativa reduzirá os seus custos com energia, podendo assim pagar as despesas com o consumo de energia limpa e o empréstimo. A central de energia solar não só diminuirá as despesas com energia da cooperativa, como também tornará o consumo de energia mais fiável, o que resultará num aumento de produção e em horários de trabalho mais longos. A entidade receberá uma comissão pela instalação do equipamento e assegurará o financiamento do projeto. Também prestará serviços durante toda a vida útil do projeto (cinco anos): apoio ao cliente, formação, manutenção, assistência técnica e otimização da utilização do equipamento. 

Uma cooperativa no Uganda necessitaria de um investimento médio de 75.000€ (para equipamento e custos associados a empréstimos) para um projeto como este. Este empréstimo complementa o investimento já feito por um dos acionistas e outro investidor individual. O empréstimo será reembolsado em cinco anos a um custo de cerca de 1.235€ por mês, após um período de carência de capital de 3 meses. Este preço é muito razoável para os agricultores, tendo em conta as suas despesas correntes com gasóleo e manutenção. Considerando as receitas totais do leite por litro e rendimento, a Cooperativa tem um lucro bruto mensal de 6.602€. Os custos do gasóleo representam 8% deste montante (538€). 

O total de vacas ou de produção por vaca é de até três litros por vaca, uma vez que se trata de uma área seca e com mais de 500 vacas leiteiras em atividade num determinado momento, mais de 1.800 litros podem ser recolhidos num dia. A cooperativa está atualmente a recolher 1.549 litros por dia, dependendo da estação do ano. A cooperativa faz a recolha e comercialização coletiva do leite recolhido pelos membros, bem como pelos não membros, de modo a obter um preço de mercado competitivo. Não existem atualmente dívidas permanentes com bancos, instituições macrofinanceiras.

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Download Informações Fundamentais destinadas aos Investidores de Financiamento Colaborativo

O promotor

Sobre SolarPipo Finance B.V.

Fundada em 2017, a SolarPipo BV é uma empresa holding Holandesa, com sede em Amsterdão. Os seus acionistas são Ugandeses e duas empresas holandesas - Rockstart BV e Beehaeve. A empresa criou a subsidiária SolarPipo Finance BV que detém a totalidade da SolarPipo Finance Limited no Uganda para gerir os recursos financeiros do grupo. A SolarPipo Finance Limited é responsável por contratar diretamente com as cooperativas leiteiras.

O principal objetivo do grupo é facilitar o acesso a energias renováveis ao setor dos laticínios no país. Para o fazer, a empresa fornece alternativas de energia limpa a geradores de gasóleo que são fiáveis e eficientes em termos de custos aos seus clientes, tipicamente cooperativas leiteiras e agricultores. Os seus serviços respondem a toda a cadeia de valor: do financiamento, ao desenho e instalação das centrais de energia solar, à assistência técnica e manutenção dos equipamentos instalados.

A equipa conhece os desafios de levar energia limpa e eficiente a pequenas e médias empresas em África e estão comprometidos com a resolução destes desafios.

Os acionistas holandeses, que detêm a maioria das ações da SolarPipo Finance BV, têm uma experiência combinada de 60 anos na empresa Rockstart, tendo um vasto conhecimento em smart energy, ventures e start-ups.

As cooperativas de produtores de leite são um sector empresarial crescente e importante (10% da economia) assim como a indústria de processamento de leite e o transporte do leite arrefecido desde os agricultores até aos processadores. Normalmente, os arrefecedores de leite recorrem a geradores a gasóleo que consomem quantidades consideráveis de combustível. A SolarPipo identificou uma lista de 7 produtores de leite que pretendem com urgência deixar de utilizar geradores a gasóleo. Além disso, existem pelo menos 100 cooperativas na lista de potenciais clientes, para além de outros intervenientes na cadeia de valor do sector leiteiro.

A equipa

Hashim Mutanje

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Co-fundador SolarPipo

Mwamed Sizoomu

linkedin
Co-fundador e CEO

Flip Goudsmit

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Membro do Concelho de administração

Erik Luttjehuizen

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Membro do conselho de administração

Dianah Namwanje

linkedin

Nabwire Dorah

linkedin
Técnica de eletricidade e energia solar

Leslie Murungi

linkedin
Engenheiro Informático

Modelo de negócio

A indústria de lacticínios no Uganda é uma das mais promissoras em África. O aumento da procura regional de produtos lácteos implica um forte potencial de crescimento. A baixa produtividade em muitos países africanos, como por exemplo na Nigéria, no Gana, e na Tanzânia, deu origem a um vasto número de importações da Europa, e aumenta também o potencial do país para servir a região. Estima-se que cerca de 20 a 40% da produção de leite no Uganda seja desperdiçada devido à falta de arrefecimento. As tecnologias solares de refrigeração oferecem uma alternativa fiável que promove também um potencial de impacto significativo.

O modelo de negócio da empresa tem por base a partilha dos benefícios gerados pela instalação dos painéis fotovoltaicos com os seus clientes (tipicamente cooperativas leiteiras). Sem necessidade de investimento inicial por parte do cliente, o promotor substitui os geradores a diesel por centrais solares, sendo proprietário do equipamento durante os primeiros 5 anos.

A mudança para a energia solar permite às cooperativas reduzir os seus custos ao longo do ciclo de vida das centrais solares (geralmente entre 15 a 20 anos). Os custos poupados são depois usados para reembolsar o empréstimo concedido para a aquisição das instalações solares. Os juros assim como as taxas de serviço cobradas estão alinhados com as práticas locais, proporcionando margem suficiente para uma rentabilidade razoável dos investimentos realizados. Para além de garantir o financiamento dos projetos e a instalação do equipamento, a SolarPipo mantém-se próxima das cooperativas durante os primeiros 5 anos, respondendo a quaisquer dúvidas, otimizando ainda mais a instalação inicial, corrigindo falhas e otimizando o uso através dos dados recolhidos. O volume de projetos disponíveis é elevado sendo que existe um potencial de crescimento viável.

Os produtores de leite alvo são uma seleção de mais de 130 cooperativas na região do sudoeste do Uganda, com uma dimensão média que varia entre 200 e 500 vacas. No futuro, a empresa tenciona fornecer bombas de água seguindo o mesmo modelo.

O promotor acredita no poder do financiamento alternativo no alargamento do acesso a energias renováveis em África.

Ativo desde

2020

País fiscal

NL

Com operações em

"Uganda"

Indústria

Energia

Número de empréstimos Goparity

6

Mulheres acionistas

Não

Atualizações

2024-08-19

Histórias de projectos após a implementação

Este projeto foi liquidado pelo promotor SolarPipo em 2022 para todos os investidores Goparity, mas os seus resultados e impacto ainda estão presentes nas cooperativas e nas suas comunidades.

No total, as campanhas para financiar a instalação de energia solar em seis cooperativas de lacticínios nas zonas rurais do Uganda evitaram o consumo de 30 000 litros de gasóleo por ano, que era utilizado em geradores necessários para arrefecer a produção. Deste modo, a substituição do gasóleo por energia renovável evita a emissão de 84 toneladas de CO2 por ano para a atmosfera.

Os projetos também tiveram impactos indiretos importantes ao fornecer iluminação para a área, o que permite actividades de lazer e de trabalho mais seguras em torno da central solar, e ao aumentar o tempo de funcionamento das cooperativas, mantendo mais de 4 300 postos de trabalho na agricultura e lojas das cooperativas, ao mesmo tempo que reduz o desperdício de alimentos causado pela instabilidade do fornecimento de energia.

Pode ver mais deste impacto num vídeo destacando as histórias dos projetos, incluindo novas imagens do promotor e das cooperativas.

Link para o vídeo.

2022-09-27

Final do projeto

Este projeto chegou ao final do seu plano de pagamentos. Todos os investidores receberam o capital investido e juros. No entanto, o seu impacto continuará a crescer por muitos anos!

2022-04-28

Reestruturação de empréstimo

Este empréstimo foi reestruturado da seguinte forma: introdução de 36 meses de extensión del plazo del proyecto.

2021-11-27

Primeiro pagamento

A primeira amortização foi paga a todos os investidores

2021-10-26

100% financiado

409 investidores angariaram 57.500€

2021-10-15

Aberto a investimento

Esta campanha irá evitar a emissão de 10 toneladas de CO2 por ano

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