
Resumo do investimento
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O objetivo da Reculture é trazer para a Europa um sistema inovador de hortas verticais desenvolvido em Singapura, que permitirá às cidades cultivar os seus alimentos de forma sustentável e rentável. O sistema consiste numa torre de 6 metros de altura com potencial para produzir 100 kg de vegetais verdes por mês em apenas 8 m2 de terra. Os vegetais são plantados em tabuleiros rotativos, permitindo a todas as plantas ter o mesmo nível de exposição solar, podendo ser cultivadas em estufas, sem a necessidade de recorrer a sistemas de iluminação ou de climatização caros, podendo todo o trabalho ser realizado no solo.
Estes sistemas são, assim, uma solução simples para os desafios da produção e consumo sustentáveis.

A primeira torre a chegar à Europa, o que está previsto para o próximo mês, será instalada no Museu de Lisboa, nos jardins do Palácio Pimenta, no âmbito de uma exposição sobre o futuro da alimentação e agricultura em Lisboa (Hortas de Lisboa), como parte do Programa Lisboa Capital Verde 2020. Esta exposição será utilizada como uma montra do projeto para demonstrar as torres em operação e o seu potencial para transformar o sistema urbano de alimentação.
Além da torre, a exposição incluirá renders de oito localizações onde futuras torres poderiam efetivamente ser instaladas, cada uma no seu “Food Temple” (o nome para o local criado à medida, que integra além da torre, uma zona pedagógica, e outra zona para preparação e consumo da comida, preparada a partir dos produtos cultivados na torre). O objetivo não é apenas imaginar, mas demonstrar o potencial das torres para tornar a cidade de Lisboa mais sustentável, mais saudável e mais resiliente.
A visão da Reculture é a de um mundo em que todas as pessoas podem cultivar a sua própria comida da forma mais sustentável e eficiente.
Impacto ambiental
Impacto social



A Reculture é o resultado de uma colaboração entre o estúdio de arquitetura Parto Atelier e o empreendedor social Bruno Lacey. Juntos, têm as competências necessárias de desenvolvimento de negócio, design, planeamento urbano, horticultura e dinamização de comunidade.
O Bruno passou os últimos sete anos como fundador do Urban Growth, uma empresa social que se dedica ao desenvolvimento de espaços verdes comunitários em Londres, de forma a tornar a cidade mais verde e mais saudável. Tendo-se mudado para Lisboa em 2019, conheceu o atelier de arquitetura Parto Atelier, enquanto instalava “paredes verdes” para clientes como o Centro Cultural de Cabo Verde. Aquando do surto de Covid-19, juntaram-se para cumprir a sua visão de uma Lisboa mais justa, mais sustentável, mais saudável e mais resiliente. Em junho, assinaram um acordo de distribuição exclusivo com a Sky Greens (a única empresa no Mundo a desenvolver hortas verticais em torres rotativas) e, em poucas semanas, tinham submetido uma candidatura ao Programa BIP/ZIP Lisboa para obter um subsídio de 75.000€, e garantido um jardim no Museu de Lisboa como o local da sua primeira torre vertical rotativa na Europa.
O nome legal do promotor é Associação ABUNDANTQUOTIDIAN (AQ). O contrato de distribuição exclusivo para a Península Ibérica foi assinado até agosto de 2021, com expectativa de continuidade, caso sejam cumpridos os objetivos de venda. A tecnologia, apoiada em dez anos de desenvolvimento de produto, fornece os meios para criar uma revolução alimentar urbana. A AQ pretende criar centenas de micro quintas urbanas nos corações das comunidades. O plano não é apenas vender a infraestrutura, mas oferecer “agricultura como um serviço”, dando poder às pessoas e às comunidades locais para crescerem os seus próprios alimentos orgânicos e de qualidade de forma sustentável (ambiental e financeira).
Food Temple - será utilizado para demonstrar o potencial da tecnologia; experimentar diferentes técnicas e ciclos de cultivo, colheitas, espécies, sistemas de embalagem e distribuição; celebrar o cultivo e os momentos de refeição. Incluirá uma cozinha e área para jantar para que os visitantes possam aprender e usufruir das colheitas que produziram em comunidade, da semente ao prato.
Agricultura como um serviço – usando o “Food Temple” como local de experimentação, o promotor desenvolverá soluções chave na mão para tornar a agricultura urbana acessível e lucrativa, apoiando potenciais clientes do desenho à instalação, fornecendo materiais, abastecimento (composto, sementes, plantas e embalagens) e contratos de manutenção. Também desenvolverá uma plataforma online que junta agricultores a mercados potenciais, oferecendo serviços de venda e distribuição para colheitas e produtos derivados (por exemplo, compotas, ervas secas, sabonetes, etc).
Modelo cooperativo – tudo isto assenta num modelo de cooperativa, no qual fornecedores e clientes são membros. Todas as ferramentas, técnicas e materiais estarão abertas a todos (com exceção das torres), e todas as partes serão convidadas a participar e colaborar na experimentação de forma a otimizar as técnicas, através da partilha de informação. Os benefícios partilhados permitirão criar um sistema de produção e distribuição alimentar resiliente e colaborativo.
Website do promotor
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