
Resumo do investimento
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A história dos Vinhos Damasceno começa em 1870 na localidade de Poceirão, concelho de Palmela, com o nascimento de Domingos Damasceno de Carvalho, que mais tarde, viria a dar o nome aos vinhos. Em 2013, é lançada a primeira colheita sob forma de vinho engarrafado IGP (Indicação Geográfica Protegida) e D.O. (Denominação de Origem) sob a designação de Damasceno, no seguimento da entrada de capital do promotor do projeto (Financipe) numa empresa que era, até então, familiar.
Atualmente, a empresa explora três propriedades entre Palmela e Pegões, na região da Península de Setúbal, com 23 hectares de vinhedos. Toda a produção é feita em regime de produção integrada, tendo por base boas práticas agrícolas e a gestão racional dos recursos naturais.
Esta é a segunda campanha do promotor com a Goparity, depois de ter angariado 25.000€ como empréstimo de tesouraria.
A empresa produz cerca de 300 toneladas de uva, nos 23 hectares que explora atualmente. Destas, apenas 20 % são utilizados para produção própria (perfazendo cerca de 80 mil garrafas por ano), sendo as uvas excedentárias vendidas a outros produtores de vinho, sendo a Casa Ermelinda Freitas o mais relevante.
2021 será um ano importante já que a empresa irá dar início à exploração de mais 45 hectares, em regime de arrendamento, de forma a aumentar a produção de uva para produção de vinhos comuns e, consequentemente, incrementar o seu volume de negócios.
O promotor passa, desta forma, de 23 para 68 hectares de exploração sendo 18 hectares reconvertidos já em abril de 2022, começando a produzir três anos após substituição da vinha e sendo o custo suportado pelo proprietário.
Os restantes 50 hectares já estão a produzir e para o ano será feita a primeira colheita da Vinhos Damasceno. Este projeto tem um investimento global de 300.000€.
Direto:
Produção sustentável:
Promoção da igualdade de género: 70% da força laboral é composta por mulheres e a administradora única é mulher.
Indireto:
Promoção de emprego sustentável: sendo esta uma atividade com uma forte componente sazonal, durante os períodos com menor volume de trabalho, o promotor estimula a formação profissional dos seus colaboradores com aulas de gestão agrícola, manuseamento e aplicação de produtos, produção biológica, etc.
Desenvolvimento local: o promotor tem duas pessoas nos quadros e fazem parte da equipa de campo 5 pessoas que trabalham na família há cerca de 30 anos. Apesar de se tratar de colaboradores que prestam serviço à empresa, fazem parte do quadro de uma empresa unipessoal da região, que também tem vinhas e cuja produção é toda destinada à Adega de Pegões. Desta forma, dividem recurso para obter melhores sinergias e resultados. Adicionalmente, têm um “rancho” (o nome que se designa as pessoas contratadas para a poda e vindima manual).


A história dos Vinhos Damasceno começou há mais de um século quando o agricultor Domingos Carvalho se instalou na localidade de Poceirão, região de Setúbal e aí ergueu uma herdade de 600 hectares, designada Herdade dos Carvalhos, onde mandou plantar vinhedos para deles extrair o melhor vinho que aqueles solos arenosos pudessem originar.
Com a sua morte, os filhos dividem os bens e a herdade. Deles, destaca-se o primeiro filho, José, que consegue aumentar consideravelmente as produções de azeite e de vinho. José casa-se com Maria Damasceno com quem tem cinco filhos.
Quando José morre, Domingos Damasceno de Carvalho (o seu filho mais velho) torna-se administrador financeiro da Herdade, que explora em conjunto com os seus três irmãos.
Em 2003, pela primeira vez, a colheita foi engarrafada sob a designação de Domingos Damasceno de Carvalho, sendo os vinhos vendidos a granel, até então.
Em 2012, após entrada de capital da Financipe, a empresa promotora do projeto, a marca renasce com uma nova imagem, novo investimento e uma aposta forte em fazer crescer um negócio com história numa das regiões vitivinícolas mais antigas de Portugal. Atualmente, a empresa é detentora das marcas do universo “Damasceno”, é nela que se concentra toda a atividade e é através dela que se prevê aumentar a capacidade de produção de uvas e vinho (a granel e engarrafado).
É também desde essa altura que o enólogo António Saramago assegura a qualidade dos vinhos numa adega com a mais recente tecnologia.
Nos 23 hectares de vinha, para além das castas mais tradicionais da região, como o Moscatel, o Moscatel Roxo e o Castelão, o promotor tem produção própria de uvas tintas como a Touriga Nacional, Alicante Bouschet e Merlot. Nas castas brancas produz Chardonnay, Antão Vaz, Arinto, Fernão Pires, Verdelho e Viognier.
Nos 20 hectares que passarão a ser explorados a partir de 2021, será dada primazia à plantação de castas nacionais.
Têm sido vários os prémios alcançados pelos vinhos a nível nacional e internacional, nomeadamente no International Wince Challenge e Decanter World Wine Awards em Londres e Challenge International du Vin, em Bordéus.
Website do promotor
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